Simon Kaelen
Não deveria doer, mas doía. Uma dor surda, profunda, que se ramificava por baixo das minhas costelas e roubava o ar dos meus pulmões. Eu sequer conseguira pensar na possibilidade, imaginar que uma vida nossa estava sendo gerada no silêncio daquele ventre, muito menos que ela seria arrancada de nós antes mesmo de podermos existencia dela.
Helena não tinha culpa. Eu tinha toda a culpa, por nós dois.
Saí daquele quarto atropelado pelas minhas próprias pernas, com o peito dolorido. Se