O líquido âmbar desceu queimando pela minha garganta, mas o fogo do uísque era uma piada diante da combustão interna que me consumia. Eu continuava de pé, estático no meio do cômodo, encarando a cidade através do vidro do chão ao teto como um fantasma que acabara de ver o próprio túmulo.
O som do elevador privativo se abrindo quebrou a penumbra.
Maeve entrou carregando duas sacolas pesadas de papel pardo, os braços firmes apesar dos anos, com a nova empregada, no seu calcanhar como uma sombra as