Simon Kaelen
O copo de cristal pesado estilhaçou-se contra a parede de alvenaria do meu escritório, espalhando estilhaços reluzentes e o líquido âmbar envelhecido pelo piso de madeira escura.
O silêncio que se seguiu foi quase agressivo. Minha respiração saía em golfadas curtas, ruidosas, enquanto eu mantinha as duas mãos apoiadas sobre a borda da mesa de carvalho. A dor nos meus pulsos enfaixados não passava de um ruído distante; o que me corroía por dentro era um veneno concentrado, uma mistu