Helena Aris
Aquele voo não foi uma viagem. Foi um cativeiro sensorial, uma maratona exaustiva de carne, suor e surrender.
Durante horas a fio, a dez mil metros de altitude, o mundo lá fora deixou de existir. A minha rotina dentro daquela suíte privativa se resumiu a um ciclo insano e ininterrupto, comer o que pedia para servir, dormir algumas horas por puro esgotamento físico e foder. Foder até a minha pele queimar, até os meus músculos protestarem, até a minha voz sumir de tanto gemer e sussur