Helena Aris
A marca dos dedos de Simon parecia queimar na minha bochecha longos minutos após o eco dos seus passos desaparecer pelo corredor do Salão do Conselho. O ar continuava pesado, impregnado pelo cheiro sulfuroso do pânico, pela poeira do mármore estilhaçado e pelo odor metálico do sangue que ele deixara para trás.
Lá fora, o som de um motor potente rasgou o silêncio, o urro do escapamento sumindo na fumaça da tarde. Ele se fora. Mas o aviso que Simon deixara flutuando no ar não era um b