A cúpula sempre foi um teatro mal iluminado.
Homens velhos fingindo estabilidade, fingindo respeito, fingindo que o mundo ainda obedecia às regras que eles escreveram quando tinham dentes melhores e menos inimigos. A sala no topo do prédio estava cheia daquele silêncio falso, onde ninguém fala demais porque todos estão calculando quem morre primeiro se algo der errado.
Eu me sentei na cabeceira.
Caterina à minha direita.
Não como ornamento.
Como aviso.
Ela estava calma demais. Costas eretas. Ol