Por um instante, Matteo sentiu o tempo parar. Tudo, o ruído dos seus próprios pensamentos, o som distante da cidade, até o pulsar do seu coração, pareceu suspenso. A visão dela, parada no limiar da porta, fê-lo esquecer o motivo da sua irritação. Bastou-lhe um olhar.
Aqueles olhos… aqueles malditos olhos que o faziam desabar por dentro sempre que o fitavam. Tão serenos e, ao mesmo tempo, tão inquietos. Eram como o mar em dia de tempestade, belos, perigosos, impossíveis de decifrar.
Ficaram