AMÁLIA
Acordei com batidas suaves na porta.
Por alguns instantes permaneci imóvel, observando o teto de madeira acima de mim, tentando entender onde estava. A confusão do despertar logo deu lugar às lembranças da noite anterior. A casa de Eulália. O chá. As revelações incompletas. As perguntas que continuavam sem respostas.
A porta se abriu lentamente.
Eulália entrou carregando uma bandeja de café da manhã. Seus movimentos eram tranquilos, mas seus olhos denunciavam certa tensão. Ela parecia es