O dia começou sem aviso, como se a própria cidade pressentisse a tempestade que se aproximava. Daniel acordou com o telefone vibrando na mesa de cabeceira, o sinal de mensagens urgentes e e-mails da empresa insistentes e carregados de tensão. Ele ainda estava meio sonolento, os olhos pesados, mas o coração acelerado já previa que aquilo não seria um dia comum.
— Bom dia — disse Lívia, entrando no quarto, com uma xícara de café quente nas mãos. — Você parece exausto. Dormiu pelo menos um pouco?