Jane entrou no café sem pensar.
Tyler ainda estava no escritório — como em quase todas as noites — e a casa, mesmo ocupada, tinha aquele silêncio funcional que a fazia se sentir fora de lugar. Não houve discussão, nem despedida. Apenas a frase automática: vou sair tarde. Como se isso explicasse tudo.
Ela caminhou algumas quadras sem rumo até parar diante da vitrine embaçada do café. Pequeno, discreto, luz amarelada demais para quem vive com pressa. Entrou.
Escolheu a mesa perto da janela. Tirou