Ponto de Vista: Maya
O Marcos me instalou em uma sala técnica lateral, um pequeno aquário de vidro escuro que ficava acima do nível do palco. Dali, eu tinha a visão periférica de tudo: as centenas de jornalistas com seus notebooks abertos, o brilho ofuscante dos refletores e, no centro de tudo, o Leonardo. Ele parecia menor do que eu lembrava quando estava em Porto do Silêncio, talvez porque o mundo ao redor dele fosse barulhento e exagerado demais.
Sentei-me em uma cadeira alta, escondida pela