Ponto de Vista: Maya
O som do despertador em Porto do Silêncio não é um bipe eletrônico, mas o coro das gaivotas e o balanço das ondas batendo no deck. Abrir os olhos na nossa casa de pedra, com o sol da manhã filtrado pelas cortinas de linho, ainda me parece um milagre cotidiano. Já faz dois meses que deixamos aquele quarto de hospital no Rio, e a sensação de perigo iminente foi substituída pelo peso morno e reconfortante do Gabriel adormecido no meu peito.
A minha recuperação foi lenta, um ex