NOAH
Eu passei a viagem inteira de volta com o estômago queimando.
Ainda sentia o toque de Ella nos meus dedos. A imagem dela — tão frágil, tão pálida, tão assustada e ainda assim tão forte — estava gravada na minha mente como fogo.
Ela precisava de mim.
E eu não consegui tirá-la de lá.
Quando cheguei no apartamento, o silêncio parecia mais pesado que o ar. Caminhei de um lado para o outro, com o celular na mão, esperando a ligação que iria resolver tudo.
“Eles vão pegar todo mundo. Vai dar certo.”
Foi o que Olívia me disse antes de sair com a polícia.
Mas quando o telefone finalmente tocou… algo dentro de mim já sabia que não era boa notícia.
— Noah… — a voz da minha irmã estava falha, quebrada. — O local estava vazio. Ele tirou ela de lá antes da polícia chegar. Não tinha ninguém. Nada, Noah. Nada.
Eu apertei o celular contra a testa, tentando respirar. Mas não havia ar suficiente no mundo para aliviar aquilo.
— Como assim vazio? — eu sussurrei, a garganta travada. — Como assim?
— E