Saio do prédio onde Ella está vivendo como se tivesse levado um soco no estômago. O ar frio da manhã raspa minha garganta, mas nada consegue acalmar o calor sufocante que sobe pelo meu peito.
Ela está escondendo alguma coisa.
E agora eu tenho certeza:
É grave.
Minhas mãos tremem no volante enquanto ligo o carro. Tento respirar, mas é como se algo me apertasse a caixa torácica por dentro.
Ella sempre foi transparente comigo. Até quando tentava disfarçar, seus olhos contavam a verdade.
Hoje… não.