O silêncio também é uma forma de gritar
A casa acordou antes do sol, como sempre. O Condomínio Iporanga ainda dormia sob a névoa fina do mar, e o som das ondas, lá fora, parecia uma respiração constante, paciente, indiferente às guerras humanas.
Serena já estava de pé havia alguns minutos, com a bebê no colo, andando de um lado para o outro do quarto infantil, tentando manter o ritmo da calma. O cheiro de leite, de sabonete neutro e de lençol limpo preenchia o ar. Sophie fungava, inquieta, a bo