Quando a culpa procura um rosto e encontra um muro
Augusto percorreu o escritório novo como quem anda dentro de uma mentira bem decorada. As paredes claras, a mesa ampla, o cheiro de móvel recém-comprado e o silêncio que não lembrava em nada o som de grades. Ele parou diante da janela, olhou a rua lá embaixo e sentiu uma fisgada estranha no peito. A cidade não tinha parado para esperar por ele. E aquilo o irritava.
Ele se virou de repente para Jorge e Sintra.
— Onde está a Serena.
Os dois se en