Enquanto ninguém vê, tudo muda
O tempo não faz barulho.
O tempo não anuncia quando começa a transformar alguém. Não pede licença. Não espera que a dor termine para agir. Ele simplesmente passa. E, quando percebemos, já não somos os mesmos.
Quase um ano.
Não foi dito em voz alta. Não houve marcação oficial no calendário. Mas estava ali, no corpo de cada um deles.
Em São Paulo, as manhãs já não começavam com desespero, mas com rotina.
Caetano acordava antes do despertador. O apartamento da Gouvei