Onde o desespero aprende a negociar
Augusto se levantou de repente, a cadeira rangendo no chão. O agente do lado de fora olhou pela janela pequena, atento. Augusto percebeu e isso o humilhou ainda mais. Ele respirou forte e sentou de novo, como se não quisesse dar o prazer do medo para ninguém.
— Ressentimento.
— Sim.
— Você acha que eu estou aqui porque eu sou fraco.
— Eu acho que você está aqui porque quis ser maior do que podia sustentar.
Augusto olhou para Jorge com raiva. Mas a raiva não