ENTRE SALA E BERÇO, TUDO MUDA.
Quando o futuro volta a respirar.
SERENA ARAGÃO
No terceiro dia, o campus já não parecia tão ameaçador. Ainda era grande, ainda era barulhento, ainda tinha gente demais e vozes demais, mas meu corpo começava a entender os caminhos, os horários, os prédios, os fluxos. Eu ainda me sentia deslocada, mas já não era como no primeiro dia, quando tudo parecia alto demais, rápido demais, vivo demais para alguém que tinha passado tanto tempo sobrevivendo em silêncio.
Mesmo assim, eu senti o aperto no pe