Às vezes, o corpo protege antes da mente assumir
Caetano saiu de casa mais cedo do que o habitual naquela manhã. Não porque tivesse uma reunião decisiva, nem porque estivesse atrasado, mas porque precisava caminhar. Precisava de ar. Precisava de distância de pensamentos que, de uns dias para cá, já não obedeciam à lógica.
O mar ficava para trás enquanto ele atravessava a cidade em silêncio, e o silêncio era a única coisa que ainda lhe parecia segura. No caminho para o escritório, a imagem de So