Há pecados que não pedem perdão. Eles exigem punição.
— Augusto. Não foi assim.
Augusto ficou de pé de repente.
A cadeira arrastou no chão com um som seco, agressivo. O corpo dele tremia, não de medo, mas de algo que vinha de dentro, antigo, mal curado.
— Não foi assim? Ele repetiu, rindo sem humor. Não foi assim?
Ele se aproximou da mesa, apoiou as mãos nela e inclinou o rosto até ficar perto demais de Caetano.
— Eu te amei, porra. Eu te chamei de irmão. Eu te dei casa, mesa, vinho, confiança.