Quando o ódio encontra o nome da filha
Augusto soltou um riso sem humor.
— Ouvir. Que bonito. O neto perfeito. O salvador. O homem que nunca erra.
Caetano sentiu o estômago apertar, mas não desviou.
— Pessoas perderam tudo. Eu ouvi depoimentos.
— Ah, então você ouviu. Augusto se inclinou para frente, os olhos fixos. Você ouviu choro, ouviu desespero, ouviu histórias de gente quebrada.
Caetano assentiu.
— Ouvi.
Augusto sorriu de lado.
— E você se sentiu culpado, não foi?
A pergunta veio como fac