Há silêncios que não pedem resposta. Eles exigem decisão.
CAETANO SIQUEIRA GOUVEIA
O vento do mar bateu no meu rosto. O céu estava limpo, azul demais para combinar com o que eu sentia por dentro. Aquele contraste me irritou como uma provocação. Caminhei até a beira da piscina e parei, olhando a água parada, bonita, inútil. Tudo que eu tinha construído era assim quando o assunto era gente: bonito, caro e inútil.
Eu sempre soube administrar perdas.
Nunca aprendi a lidar com aquilo que fica.
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