Quem tenta consertar o mundo com as mãos sujas sempre sangra primeiro.
CAETANO SIQUEIRA GOUVEIA
O relógio marcava vinte horas e alguma coisa
quando eu ouvi o barulho do portão. O Guarujá sempre teve esse silêncio estranho de casa grande quando a gente está por dentro quebrado. O mar insistia lá fora, como se nada tivesse acontecido no mundo, como se Augusto não tivesse cuspido em mim com a boca espumando ódio, como se Serena não estivesse do outro lado do continente fingindo que eu era só um