Quando a verdade chega, ela não pede licença
A cozinha estava quente, iluminada demais, cheirando a café recém passado e a leite morno, como se a casa tivesse acordado antes deles, e se recusasse a esperar o controle voltar para o lugar. Serena ainda segurava a bandeja caída no chão com as mãos tremendo, os dedos fechando e abrindo no ar, incapazes de decidir se juntavam os cacos ou se corriam. A bebê, inquieta no colo, soltava sons pequenos, como se pressentisse o peso daquela presença nova, e