Mundo ficciónIniciar sesiónWilliam gira a caneta entre os dedos, o olhar fixo em um gráfico de quedas nas ações. Ele não quer estar ali; ele quer estar em qualquer lugar onde não precise fingir que se importa com mais uma estagiária. Sem olhar para cima, ele dispara a primeira flecha:
— William: "Você tem exatamente sessenta segundos para me dar um motivo para eu não chamar a segurança e pedir que a retirem deste prédio. Se eu quisesse caridade, teria doado para um orfanato, não aberto uma vaga na minha diretoria de marketing." O silêncio que se segue é cortante. William espera ouvir uma voz trêmula, um pedido de desculpas ou o som de passos apressados indo embora. Mas o que ele ouve é o som seco da pasta de Poliana sendo batida contra a mesa dele. — Poliana: "O senhor tem cinquenta segundos agora. E se continuar olhando para esse gráfico em vez de olhar para a mulher que vai impedir que sua empresa vire pó nas redes sociais até o jantar, vai perder o último motivo que restou para não declarar falência amanhã." O olhar de William subiu devagar, das mãos firmes de Poliana sobre a mesa até encontrar os olhos dela. Ele estava pronto para destruí-la com uma frase, mas as palavras morreram na garganta. Havia uma dignidade ali, uma coragem crua que ele não via em seus diretores que ganhavam milhões. Por um segundo, o tédio crônico de William desapareceu, substituído por uma curiosidade que o queimou por dentro. — William: "Você tem coragem, garota. Ou é muito desesperada. Qual das duas?" — Poliana: "As duas coisas, Sr. William. O desespero me trouxe até aqui, mas é a minha competência que vai me manter sentada nessa cadeira." William soltou um riso curto, quase imperceptível. Ele estava prestes a dizer algo — talvez um elogio raro — quando a porta da sala se abriu com um estrondo elegante. O cheiro de um perfume floral caro e sufocante invadiu o recinto antes mesmo de Isadora aparecer. Ela entrou como se fosse a dona do prédio, com um sorriso que não alcançava os olhos e um vestido que custava mais do que o aluguel de Poliana por um ano inteiro. — Isadora: "Will, querido! Pensei que já tivéssemos terminado com a caridade por hoje." — Ela caminhou até William, ignorando Poliana como se fosse um móvel velho, e pousou a mão possessivamente no ombro dele. — "Quem é essa... pessoa? O RH esqueceu de limpar a sala antes de eu chegar?" Isadora olhou para Poliana de cima a baixo, um olhar carregado de um nojo que ela nem tentava esconder. O contraste entre as duas era brutal: Isadora era a perfeição artificial; Poliana era a força real sob a chuva. — William: "Ela é a nova estrategista, Isadora. Pelo menos, se ela sobreviver aos próximos cinco minutos." — Ele voltou o olhar para Poliana, e desta vez, havia um desafio quase divertido ali. — "Poliana, esta é Isadora, minha noiva. Isa, esta é a mulher que diz que pode salvar a Nexus de virar pó." Isadora arqueou uma sobrancelha, um brilho perigoso surgindo em seus olhos. Ela sentiu a eletricidade na sala e não gostou nada disso. — Isadora: "Estrategista? Ela parece mais alguém que veio recolher o lixo. Tenha cuidado, Will... às vezes trazemos ratos para dentro de casa achando que são bichos de estimação." Poliana ignorou os comentários de ambos pois sabia eles estavam fazendo pouco caso dela não acreditava no que ela poderia fazer, o fato era que Poliana não gosta de falar, palavras vão ao vento, ela gosta de mostra suas habilidades, ela gosta de fazer todos cala a boca ao verem o resultado final.






