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4 Silêncio que Enlouquece

Poliana nem sequer desviou o olhar para Isadora. Ela manteve os olhos fixos nos de William, como se a mulher ao lado dele fosse apenas um ruído de fundo, uma interferência sem importância. O rosto de Isadora começou a avermelhar de raiva pela falta de reação.

— Poliana: "Sr. William, eu vim aqui para falar de negócios, não de jardinagem ou de ratos. Meu tempo é tão valioso quanto o seu, já que é a única coisa que eu realmente possuo." — Ela deu um meio sorriso, desafiador. — "Se o senhor quer alguém que elogie seu perfume e concorde com tudo, já tem companhia suficiente. Se quer alguém que salve sua empresa, eu estou disponível para começar agora mesmo. O senhor decide se prefere o luxo da ilusão ou a dureza da realidade."

William sentiu um arrepio. Ninguém nunca tinha falado assim na frente da Isadora. Ele viu a noiva abrir a boca para disparar mais um insulto, mas ele a interrompeu com um gesto de mão, sem tirar os olhos de Poliana.

— William: "ótimo você pode começar hoje mesmo, Poliana. Esteja aqui às sete amanhã. E traga o resto daquela estratégia de crise."

Isadora soltou um arquejo de indignação.

— Isadora: "Will! Você não está falando sério! Você vai colocar essa... essa operária no nosso andar?"

William finalmente olhou para a noiva, mas seu sorriso era enigmático, quase frio.

— William: "Ela não é uma operária, Isa. Ela é a única pessoa nesta sala que me disse a verdade nos últimos dez minutos."

Poliana apenas assentiu com a cabeça, pegou sua pasta e saiu da sala sem olhar para trás. O som dos seus sapatos no corredor ecoava como uma declaração de guerra. Ela tinha entrado ali como uma ninguém e saído como a maior ameaça que o império de William — e o coração dele — já tinha enfrentado.

A secretária do William estava a aguardava para lhe mostra a sua sala seria no mesmo andar, ela mostro onde fica tudo explicou os horários de funcionamento da empresa e os telefones para falar direto com qualquer membro da empresa inclusive William.

Após a saída da secretária Poliana organizou tudo os arquivos, os gráficos, estudou tudo com calma ela viu que tinha muita coisa errada com a empresa havia números que não batia, desvios financeiro grandes, se não consegui identificar o erro rápido a empresa entraria em colapso logo, logo sem tempo para pensar Poliana arregaçou as mangas e começou a trabalhar por hora ele não poderia falar nada para William queria ter certeza primeiro.

Com o fim do expediente Poliana pegou suas coisas e saiu antes de ir embora a secretária de William lhe entregou um cartão da empresa.

William entregou o cartão corporativo à sua secretária com uma instrução curta: "Leve a Poliana para renovar o guarda-roupa. Ela precisa de armaduras para a guerra que vamos enfrentar, não de trapos".

Poliana hesitou ao receber o cartão, mas Carolina, que tinha ido encontrá-la na saída do prédio, não deu tempo para dúvidas.

— Carolina: "Amiga, se o seu chefe bilionário quer que você se vista como a dona da porra toda, quem sou eu para dizer não? Vamos logo antes que ele se arrependa e bloqueie o limite!"

As duas entraram em uma das boutiques mais luxuosas da Oscar Freire. Poliana sentia o olhar das vendedoras — o mesmo olhar de Isadora —, mas Carolina não se intimidou.

Carolina diferente de Poliana tinha família porém ela era rebelde sempre batia de frente com seus pais e não tinha papas na lingua é graças a ela que Poliana forte e destemida, Carolina via Poliana como uma irmã desde o ensino médio elas são unhas e carne uma conhece a outra melhor que ninguém, e em questão de moda e estilo quem melhor que Carolina para ajudá-la.

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