Na manhã seguinte, a mansão parecia mais silenciosa do que o normal.
Mas, dessa vez, o silêncio não era desconfortável.
Era… estratégico.
Valentina entrou no escritório de Leonardo sem bater.
Ele já estava lá.
Sentado.
Concentrado.
Como se nunca tivesse passado meses longe daquele lugar.
— Você não descansa? — perguntou ela.
— Descansar não resolve nada.
— Às vezes resolve.
— Não no meu caso.
Ela fechou a porta atrás de si.
— Então vamos começar.
Ele ergueu o olhar.
— Direta.
— Sempre.
Silêncio