O café da manhã na Mansão Albuquerque costumava ser um momento de leitura de jornais e silêncio confortável. Agora, era um campo de observação.
Clara não estava comendo. Ela estava observando Ricardo.
Ela notou como ele segurava a xícara de café — com firmeza, os dedos longos e elegantes. Notou como a camisa social branca se esticava sobre os ombros largos quando ele se movia. Notou o cheiro dele — sândalo e algo cítrico — que parecia ativar uma parte adormecida de seu cérebro, fazendo seu