Clara acordou duas horas depois, no quarto hospitalar do térreo. A luz estava baixa, e o zumbido familiar dos monitores preenchia o silêncio.
Ricardo estava sentado ao lado dela, segurando sua mão. Ele parecia ter envelhecido dez anos naquela tarde.
Quando Clara abriu os olhos, não houve o pânico do primeiro despertar. Houve apenas uma exaustão profunda e uma mão que foi instintivamente para o lado direito da cabeça.
— Dói aqui — ela sussurrou, pressionando o local exato onde a craniotomia havi