Mia
Taylor sentou perfeitamente parada na cadeira de metal, os olhos fixos no meu rosto.
Não falei. Apenas a observei.
Queria ver através dela, vislumbrar as profundezas da alma dela, mas percebi que ela não tinha alma.
Apenas uma criança perturbada e distorcida permanecia, pra sempre gritando sua fome.
Taylor habitava um mundo que existia inteiramente dentro da própria mente distorcida, um lugar onde realidade dobrava e deformava.
E a única âncora conectando aquele mundo à realidade era eu.
Não