Sage
Meus primeiros passos fora do quarto pareciam uma incursão em território inimigo. Pensei em continuar escondida, apesar da declaração de liberdade de Alaric. Mas isso seria covardia... indigno da fé que ele depositou em mim. Então ergui o queixo, me recusando a andar como quem carrega culpa. As marcas de Alaric ainda formigavam no meu pescoço, me lembrando de que eu não estava mais sozinha.
— Ora, ora — A voz animada de Iris me fez pular. — O que é isso no seu pescoço?
A mão voou até a pele marcada, o rosto pegando fogo.
— Eu... quer dizer... a gente estava treinando e...
— Treinando? — Ela começou a me rodear como uma predadora. — É assim que estão chamando agora? Deve ter sido uma... manobra de defesa e tanto.
— Iris! — Tentei soar firme, mas minha voz saiu esganiçada.
— Digo, algumas dessas marcas estão bem altas pra serem de imobilizações. — O sorriso dela era puro veneno doce. — A não ser que estivessem praticando técnicas muito específicas de fuga.
— A gente só... quer dize