Algo no tom dele dissipou minhas dúvidas anteriores. Não era a voz de alguém arrependido.
— Tenho notícias — Disse ele, ficando mais sério. — Convenci o conselho a suspender seu isolamento.
A esperança floresceu no meu peito.
— Sério?
— Com condições. — A mandíbula dele se contraiu levemente. — Você não pode voltar à ala de cura. Ainda não. Não até limparmos seu nome.
A esperança murchou, mas eu já esperava por isso.
— Eu entendo.
— Ei. — Ele ergueu meu queixo com delicadeza. — É só por enquanto. A gente vai provar que tudo isso é mentira.
— E até lá?
— Até lá — Os olhos dele brilharam com algo perigoso e promissor — continuamos seu treinamento. Todas as noites. Não posso deixar minha companheira sem saber se defender.
A palavra companheira escapou com tanta naturalidade que ele nem pareceu perceber. Mas em mim... acendeu um calor no peito.
Ele estava me escolhendo. E eu deixei que essa certeza criasse raízes dentro de mim. Mesmo com o medo escondido de que sua verdadeira alma gêmea ai