Sage
O que primeiro chamou minha atenção foi o uniforme preto e prateado do mensageiro... as cores de Blackthorn. Congelei no corredor, o coração martelando contra as costelas. Ele conversava com um dos guardas de Alaric, mas tudo em que eu conseguia pensar era no brasão familiar costurado no casaco.
As lembranças vieram à tona como corpos se debatendo para não afundar: o sorriso cruel de Daphne, as mentiras suaves de Cassius, os rostos da alcateia rindo enquanto ele me rejeitava. O corredor pareceu encolher, o ar ficou ralo demais.
— Sage? — Iris tocou meu braço, fazendo-me sobressaltar. — Você está branca como papel.
Tentei responder, mas o mensageiro virou um pouco o rosto e algo no perfil dele se pareceu demais com Cassius. O gosto de bile subiu pela minha garganta. Um lampejo de memória me atingiu — eu entrando no estúdio dele tarde da noite, encontrando-o curvado sobre frascos estranhos, falando em voz baixa com alguém. Ele me viu, sorriu, mas havia algo errado naquele sorriso,