Liam
Dirigi em silêncio. O carro parecia pequeno demais para a fúria que me consumia. Eu a ouvia respirar, lenta, pesada pelo álcool. Ainda assim, cada som dela me atingia como um convite. Quando finalmente estacionei em frente à mansão, fiquei alguns segundos sem me mover. Eu podia simplesmente deixá-la ali, dormir no banco de trás como uma qualquer. Mas Kyra não era qualquer. Nunca foi e nunca seria.
Saí do carro, contornei até a porta traseira e a abri. Ela me olhou com os olhos semicerrado