A luz cinzenta da manhã paulistana filtrava-se pela janela embaçada do apartamento, iluminando os lençóis bagunçados. Por um breve momento, ao acordar com o corpo de Ana Clara aninhado ao seu, Matheo esqueceu que era um homem caçado. O calor da pele dela e a respiração calma eram a única paz que ele conhecera em anos.
Mas a paz durou pouco. O celular de Ana, esquecido sobre a mesa, vibrou. Matheo esticou o braço e viu a notificação: uma mensagem do diretório acadêmico.
"Prezada Ana Clara,