O loft de Ísis, que antes parecia um refúgio solitário, transformou-se no quartel-general de uma pequena revolução. O som de risadas, o tilintar de xícaras de café e o aroma de estratégia preenchiam o ar. Ísis não estava mais sozinha. Ao seu lado, Leo organizava planilhas, enquanto uma nova figura trazia uma energia vibrante ao ambiente: Eleonor.
Eleonor era a peça que faltava. Amiga de infância de Ísis e Giorgio, ela era herdeira de uma das padarias mais tradicionais de Valverde do Sul e conhecia cada fofoca, cada beco e cada influenciador da cidade. Diferente de Soraya, Eleonor tinha os pés no chão e um coração que batia no ritmo das ruas.
— Se a Margareth acha que manda na cidade só porque tem o nome no topo de um prédio, ela está muito enganada — disse Eleonor, jogando uma pasta sobre a mesa cheia de croquis. — Eu falei com o Sr. Antunes, da livraria, e com a Dona Clara, da floricultura. Sabe o que eles disseram? Que estão cansados da arrogância dos Cezario. Se você vai fazer esse