Soraya estava paralisada no corredor acarpetado do Grupo Cezario. A mão, que ia girar a maçaneta da sala de Giorgio, ficou suspensa no ar. Através da porta semiaberta, a voz de Giorgio, densa e carregada de uma vulnerabilidade que ela nunca vira com ela, preenchia o ambiente.
— Eu não consigo parar de pensar nela, Guillermo — confessou Giorgio, o som do gelo batendo no copo denunciando sua agitação. — Ver a Ísis hoje... ver como ela está... destruiu todas as minhas defesas. Ela está carregando