Naquele momento, Alice sentiu apenas que as palavras dele eram comuns. Foi somente muitos anos depois, em uma tarde ensolarada, quando Arthur disse algo semelhante, que ela se lembrou: aquelas palavras soavam tão naturais quanto as de um casal que estava junto há décadas.
"Papai!", gritou a pequena Mariana, a dez metros de distância, usando as mãos como megafone. "Vamos de barco?"
"Sim," respondeu Arthur, acenando.
A menina pulou de alegria. "Que maravilha! É minha primeira vez num barco no mar