Logan
O som da arma sendo engatilhada foi ouvido perfeitamente na sala silenciosa. Eu entrei movido pela cegueira e encostei o cano em sua testa.
A prepotência ainda estava lá. Aquela arrogância ainda aparecia sobre os machucados do seu rosto e, mesmo que estivesse amarrado, Dominik sorria.
— Vamos, mate o seu pai — provocou-me.
— Seu maldito!
— Não tem coragem? — debochou. — É decepcionante que eu tenha criado um covarde.
Rangi os dentes. Eu devia matá-lo por tudo o que ele fez a Elise, tudo o que fez a nós.
A arma tremeu na minha mão, não era de medo e sim de raiva. Alessandro parou ao meu lado e apoiou sua mão sobre a minha, aos poucos abaixei-a e ele a tirou da minha mão.
— Não suje suas mãos com o sangue do teu pai. — Alessandro colocou a arma em uma mesa próxima. — Vamos conversar por um momento.
Olhei uma última vez para Dominik e acompanhei Alessandro até o lado de fora. Ele acendeu um cigarro e encostou-se no carro escuro. Aceitei quando me ofereceu o cigarro escuro, eu ti