38 - Despedida Inacabada

Isadora

Eu já estava deitada quando ouvi a batida na porta. Esperei uns segundos para constatar que não era um sonho. Eu havia acabado de pegar no sono.

Não era uma batida urgente. Nem hesitante. Era firme, precisa — do tipo que não pergunta se pode entrar, apenas anuncia presença. Meu corpo reagiu antes da mente. Sentei-me na cama, o coração acelerando sem motivo lógico.

Mentira.

Havia motivo de sobra.

Olhei para o relógio. Tarde demais para qualquer assunto profissional. Sofia dormia. A casa principal estava silenciosa. E Rafael não costumava circular pela casa de hóspedes sem avisar.

Levantei-me devagar.

Eu estava apenas de lingerie. Simples, mas não inocente. O robe estava jogado na cadeira. Vesti-o às pressas, sem fechá-lo direito, mais por reflexo do que por pudor. Meu reflexo no espelho devolveu uma imagem que me fez hesitar: cabelo solto, pele quente, o tecido fino marcando demais o que deveria estar escondido.

Abri a porta.

Rafael estava ali.

Sozinho. Impecável. O
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