Isadora
Eu já estava deitada quando ouvi a batida na porta. Esperei uns segundos para constatar que não era um sonho. Eu havia acabado de pegar no sono.
Não era uma batida urgente. Nem hesitante. Era firme, precisa — do tipo que não pergunta se pode entrar, apenas anuncia presença. Meu corpo reagiu antes da mente. Sentei-me na cama, o coração acelerando sem motivo lógico.
Mentira.
Havia motivo de sobra.
Olhei para o relógio. Tarde demais para qualquer assunto profissional. Sofia dormia. A