Rafael
O galpão na Zona Sul era um gigante adormecido. Localizado em uma área que pulsava entre o industrial e o residencial em ascensão, a estrutura de tijolos aparentes e vigas de ferro fundido pertencia à minha família há décadas. Meu pai o usara como depósito de maquinário nos anos 80, e desde então, ele permanecia ali, acumulando poeira e silêncio.
Eu estacionei o carro diante do portão de ferro pesado. Isadora olhava pela janela com uma mistura de reverência e expectativa. O sol de final