Isadora
O dia começou com o teto girando. O despertador nem havia tocado quando senti a primeira onda de enjoo subir pela garganta, um lembrete biológico e implacável de que havia um pequeno segredo operando em meu sistema. Arrastei-me até o banheiro, as mãos tateando a parede fria. Depois de alguns minutos de agonia diante da porcelana branca, lavei o rosto com água gelada, encarei meu reflexo pálido no espelho e tomei o remédio que o médico receitara.
— Hoje não — sussurrei para mim mesma,