A mansão naquela manhã parecia pulsar com uma energia pesada, como se cada parede guardasse um segredo prestes a se desprender. Elena caminhava pelos corredores com Liam no colo, sentindo que todos os olhares — visíveis e invisíveis — a acompanhavam. Depois da explosão silenciosa que foi o dia anterior, ninguém fingia normalidade. As cozinheiras cochichavam, o jardineiro evitava cruzar o olhar, e até os seguranças pareciam desconfortáveis, atentos demais.
Era como se alguém tivesse acendido um sinal vermelho sobre ela, e todos estivessem reagindo.
O barulho de um objeto caindo ecoou ao fundo. Elena se virou automaticamente, mas não havia ninguém. Sentiu um arrepio subir pela nuca. Não era paranoia — não mais. Estavam observando cada passo dela, e agora ninguém fazia questão de esconder.
Liam apertou os dedos no tecido do uniforme dela, inquieto.
— Shh… tá tudo bem — murmurou Elena, mesmo que ela mesma não acreditasse.
Ao virar a esquina que dava para a sala principal, encontrou Isabel