A manhã avançava, mas Elena sentia que o tempo tinha parado desde o momento em que Dominic deixara o escritório mais cedo, depois da conversa difícil que tiveram. Ela tentava manter uma normalidade frágil enquanto arrumava a sala de brinquedos, observando Liam empilhar blocos no tapete. Ele parecia tranquilo, mas a cada tanto repetia o som que tinha revolucionado tudo naquela manhã:
“E…ena.”
Era mal articulado, arrastado, mas cheio de intenção. E toda vez que o som escapava, o coração dela apertava de novo — com emoção, com medo, com a certeza de que aquele pequeno abrir de portas tinha consequências gigantescas.
Uma sombra passou pelo corredor, e Elena virou instintivamente.
Isabella.
Sempre Isabella.
A assistente nem tentou disfarçar o olhar frio, como se analisasse Elena por inteiro — como alguém que avalia um problema, não uma pessoa.
— Dominic pediu que eu te encontrasse — disse ela, sem formalidade. — Ele quer você na sala de reuniões em dez minutos.
O modo como ela disse “ele q