O dia começou com um som quase esquecido: chuva leve no telhado. Não era tempestade, não era aviso. Era apenas água insistente, ritmada, ocupando o tempo com algo que não exigia resposta.
Elena abriu a janela do quarto e respirou fundo. O ar estava fresco, limpo. Dominic ainda não tinha acordado; dormia com a tranquilidade rara de quem não precisava antecipar o mundo antes do amanhecer.
Ela voltou para dentro sem fazer barulho. Vestiu-se devagar, como se cada gesto tivesse seu próprio lugar. Qu