Fechei os olhos por um instante e uma verdade amarga me esmagou por dentro.
Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com ela por minha culpa.
O que era… ironicamente patético.
Porque eu queria fazê-la sofrer.
Eu queria que ela provasse do próprio veneno.
Eu queria puni-la.
E, ao mesmo tempo… eu estava morrendo de medo de perdê-la.
Era confuso.
Doentio.
Contraditório.
Mas Ema me deixava assim.
Confuso.
Fora de mim.
Maluco.
Apaixonado.
O barulho do elevador cortou o silêncio, e eu ergui a cabeça