Quando cheguei em casa naquela tarde, meu corpo inteiro era cansaço: reunião extra no projeto, ônibus lotado, cabeça fritando com métricas de comunicação e, por baixo de tudo, a pergunta insistente: “será que consigo segurar tudo isso ao mesmo tempo?”.
O elevador abriu na cobertura e, em vez do silêncio habitual de meio de tarde, ouvi risadas. Altas. Soltas. Daquelas que enchem o corredor.
Segui o som, curiosa e, confesso, levemente em alerta.
Parei na porta do quarto da Joana.
Ela estava deita