Naquela noite, Joana estava especialmente irritada. Não sei se ela percebeu algum clima diferente ou se apenas teve um dia pesado na escola, mas tudo parecia motivo pra estourar.
— Eu não vou fazer essa tarefa — ela declarou, cruzando os braços. — É inútil.
— Ninguém morre de fazer uma continha de matemática — respondi, sentando ao lado dela na mesa. — No máximo, o tédio aumenta.
— A professora mandou desenhar minha família de novo — ela rebateu, empurrando o caderno. — E eu não quero.
Respirei