A decisão veio rápido demais para parecer racional.
Natan estava no quarto, no terceiro andar, o único espaço da casa que ainda parecia intocado, isolado do resto, quando pegou o telefone outra vez. Não era impaciência. Era aquela sensação incômoda de que o silêncio dela havia deixado de ser acaso e começado a parecer escolha.
Digitou sem rodeios:
“Vem ao meu quarto.”
Enviou.
A resposta não veio.
Ele observou os três pontinhos surgirem na tela. Sumirem. Surgirem outra vez. Como se e